voltar

 

 

NOTA DA CLASSE EMPRESARIAL DE PERNAMBUCO

1.
As entidades representativas do empresariado pernambucano que, por seus representantes legítimos, assinam essa nota, vêm de público manifestar o mais profundo reconhecimento diante dos esforços que o Governo de Estado, apesar das circunstancias claramente adversas, tanto no cenário nacional como no ambiente internacional, vem implementando para manter o nível da atividade econômica em Pernambuco.
2.
São provas eloqüentes dessa determinação, em primeiro lugar, a forma racional e equilibrada com que foram empregados os recursos da venda da Celpe, viabilizando a reconstrução de grande parte da infra-estrutura física do Estado, gerando efeitos multiplicadores sobre a renda e criando condições para a melhoria da competitividade do setor privado; em segundo lugar, cite-se a disposição de pagar antecipadamente o 13º salário ao funcionalismo estadual, iniciativa inédita na região e, quiçá no país, injetando na economia cerca de R$500 milhões o que trará expressivo dinamismo para as atividades geradoras de riqueza e emprego.
3.
Depois de tais fatos, estimuladores que são da atividade produtiva, e, também, tendo em vista os alvissareiros sinais de retomada do crescimento, cumpre a todos a responsabilidade de engajamento total nesse processo de dinamismo, utilizando a melhor forma possível os instrumentos de que dispõem e as funções que desempenham na estrutura social.
4.
Em particular, os órgãos de fiscalização sem comprometerem, obviamente, a segurança e a rotina da relevante missão que exercem, precisam ao mesmo tempo, preservar as condições de estabilidade para a atuação eficiente do setor privado simplificando procedimentos, reduzindo a burocracia, priorizando a fiscalização preventiva e orientadora.
5.
É necessário discernir, com propriedade, o aumento da arrecadação do Estado, tão necessário para o financiamento dos investimentos e para atender as justas aspirações de elevação dos níveis salariais do funcionalismo público, antes que contraditório, complementar ao bom desempenho das empresas e este requer ambiente de estabilidade, de justiça e de tratamento fiscalizatório dentro dos padrões de racionalidade, a fim de que o consumidor e o próprio Estado não sejam penalizados.

........... As entidades representativas de classe acreditam, firmemente, que é possível a conciliação entre a fiscalização necessária e o fluxo normal da atividade produtiva e, reconhecendo o alto nível de discernimento daqueles que são responsáveis pela arrecadação do Estado, conclamam a todos para uma convivência harmoniosa.

........... ........... ........... Recife, 04 de novembro de 2003.

Jorge Wicks Corte Real
Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco
Antônio Jacarandá
Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de Pernambuco
Pio Guerra
Federação da Agricultura do Estado de Pernambuco
Nilton Gibson
Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Nordeste
Josias Albuquerque
Federação do Comércio do Estado de Pernambuco
Diógenes de Andrade
Associação dos Atacadistas e Distribuidores
Josias Inojosa
Centro das Indústrias do Estado de Pernambuco
Antônio José Ferreira Alves
Associação dos Comerciantes de Material de Construção
Douglas Maurício Cintra
Federação das Associações Comerciais de Pernambuco
Geraldo José da Silva
Associação Pernambucana de Supermercados
Fernando Catão
Câmara de Dirigentes Lojistas
Fernando Pessoa
Associação das Empresas da SUAPE
Renato Cunha
Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Pernambuco
Celso Muniz
Associação Comercial de Pernambuco