FRETE FICA MAIS CARO E ATINGIRÁ CONSUMIDORES
Empresas elevam o preço do frete rodoviário em 5,2% alegando que estão com os custos defasados. Consumidores sentirão os efeitos da alta nas prateleiras dos supermercados.

Brasília, 02 / 09 – O preço do frete rodoviário ficará, em média, 5,2% mais alto e isso chegará aos produtos vendidos nos supermercados. “Qualquer aumento no preço do frete tem uma repercussão direta nos produtos que vendemos”, disse o presidente da Associação Pernambucana de Supermercados (Apes), Geraldo José da Silva.

Ele informou também que só dá para ter uma noção do impacto desse aumento depois que constatar o quanto isso provocou de reajuste nos produtos que chegam aos supermercados. Pernambuco compra de outros Estados mais de 90% de todos os gêneros alimentícios que consome.

Silva também argumentou que os supermercados vão repassar o reajuste do frete nos preços que serão praticados para o consumidor final.
O aumento no preço do frete começará a ser praticado hoje por uma parte das transportadoras do Centro-Sul do País. “Aqui, a tendência é o aumento também ocorra de imediato”, afirmou o presidente do Sindicato das Transportadoras de Carga de Pernambuco, Antonio Jacarandá.

“Os nossos custos estão defasados e aumentaram os gastos de seguro e segurança para as transportadoras”, defendeu Jacarandá, acrescentando que isso ocorreu porque houve um aumento nos roubos de carga em São Paulo e no Centro-Oeste.
Jacarandá argumentou também que em função dos roubos de carga, as transportadoras têm que andar com menos mercadorias, porque as empresas de seguro só aceitam até uma certa quantidade de carga. “Passou desse limite, o seguro não aceita e a transportadora não pode bancar esse risco”, contou.
O presidente da Federação do Transporte de Carga do Nordeste (Fetracan), Newton Gibson, comentou que esse reajuste é necessário ao setor porque subiram os custos operacionais. Ele citou como exemplo o reajuste de 10% do salário dos funcionários do setor, que têm a data-base em junho. Segundo ele, os custos operacionais das empresas do setor estão aumentando.

DIESEL - O índice do atual reajuste não leva em conta o custo do diesel, uma vez que o preço do combustível não teve variação de fevereiro a agosto.
O percentual de 5,2% foi calculado pela Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (ANTC) e é uma média da alta de alguns custos registrados nesse período, como: o preço dos veículos que subiu 5,05%, as despesas administrativas e de terminais (7,72%), a recapagem de pneus (4,51%), os seguros (4,19%) e manutenção (1, 42%).
A expectativa da ANTC é que as empresas comecem a negociar com os seus clientes o reajuste e que num prazo de 45 dias as transportadoras já tenham fixado os percentuais de aumento.

Fonte: Jornal do Commercio